Agile Trends 2026: 5 aprendizados que trouxemos para a operação
Passamos dois dias no Agile Trends SP 2026 e voltamos com uma certeza incômoda: a maioria das empresas ainda discute IA em comitê. Algumas já colocaram IA para decidir. Estes são os 5 aprendizados que mais nos marcaram.

Passamos dois dias no Agile Trends SP 2026 — um dos maiores eventos de agilidade e inovação do Brasil — e voltamos com uma certeza incômoda.
A maioria das empresas ainda discute IA em comitê. Algumas já colocaram IA para decidir.
Foram mais de 150 cases apresentados por 600 instituições, e um recado que se repetiu em quase toda sala: a IA saiu do hype e entrou na operação. Não como promessa de futuro, mas como ferramenta de trabalho — tomando decisões, validando documentos, priorizando demandas e devolvendo tempo para as pessoas pensarem.
Nenhum dos cases fortes que vimos começou pela ferramenta. Todos começaram por uma decisão que estava demorando demais para ser tomada.
Aqui estão os 5 aprendizados que mais mexeram com a gente.
1. Governança não é reunião de status — é decisão assistida por IA
Sessão: PriorizAI: Do Comitê ao Agente — Isabela Gayno (Digital Strategy)
Em muitas organizações, a governança de projetos ainda gira em torno de reuniões de status, planilhas de priorização e apresentações que mostram o problema, mas nem sempre ajudam a resolvê-lo. Isabela Gayno provocou a plateia com uma proposta direta: substituir esse modelo reativo por uma camada inteligente de decisão executiva.
O framework apresentado — com agentes de IA atuando como Orquestrador, Guardião, Comitê de Agentes e Consolidador — mostra como é possível analisar demandas, identificar riscos, comparar prioridades e conectar estratégia à execução de forma automatizada.
A frase que ficou: "Comitê não é governança. É reunião de status com outro nome."
E a pergunta que muda o jogo: qual decisão precisa ser tomada agora?
O que isso significa para nós: Na Ascendra, construímos soluções que conectam estratégia à operação — do ERP ao deploy. A ideia de agentes de IA como camada de governança é exatamente o tipo de evolução que queremos levar aos nossos clientes.
2. Dado que não vira decisão é só custo de armazenamento
Sessão: Você tem dados, mas ainda não decide com IA? — Fabiana Pires (Head de Dados & Analytics, Algar)
A Algar compartilhou a jornada de evolução de um ambiente fragmentado de dados e BI tradicional para uma plataforma moderna que viabilizou a criação do Analy — um motor de decisão baseado em agentes de IA.
Os números impressionam: 1.380 usuários, 131 relatórios, 4 mil acessos. Mas o dado mais impactante é outro: o tempo de decisão caiu de dias para segundos.
O Analy evoluiu de dashboards e modelos preditivos para agentes inteligentes capazes de gerar insights, recomendações e ações automatizadas em tempo real, por meio de interação em linguagem natural.
Mas Fabiana fez questão de reforçar: mais do que uma transformação tecnológica, esse movimento exigiu governança de dados sólida, mudança cultural e uma nova forma de pensar a tomada de decisão.
O que isso significa para nós: Trabalhamos com dados todos os dias — seja integrando ERPs, validando documentos com IA ou construindo plataformas de gestão. O case da Algar reforça que a infraestrutura de dados é pré-requisito, não consequência.
3. Automação não substitui gente — devolve tempo para ela pensar
Sessão: Do operacional à escala: como construímos uma fábrica de automações com IA — Giovana Chimentao (Diretora de Educação, Conquer)
Este foi o SUPER CASE do evento. A Conquer criou uma verdadeira fábrica de automações para transformar a operação B2B de treinamentos e desenvolvimento. Não foi um projeto de TI isolado — foi uma mudança de cultura.
A partir de desafios reais do dia a dia, o time identificou tarefas que poderiam ser automatizadas, desenhou soluções com IA e envolveu as pessoas na construção de uma nova forma de trabalhar.
O resultado: menos sobrecarga operacional, time mais estratégico e ganho de eficiência — sem escalar a complexidade na mesma proporção.
A frase que resume: "Automação não substitui gente. Devolve tempo para ela pensar."
O que isso significa para nós: Isso é exatamente o que fazemos todo dia. Quando o Admite Fácil elimina a digitação manual de 15+ documentos por admissão, não estamos substituindo o DP — estamos devolvendo tempo para que ele cuide de pessoas, não de papel. Quando automatizamos fluxos em ERPs, estamos liberando equipes para o trabalho que importa.
4. A maioria falha na adoção de IA — e o motivo quase nunca é técnico
Sessão: Por que as empresas falham na adoção de IA? — Cíntia Guberovic (PagBank), Rodrigo Yoshima (Aspercom) e Mariana Zaparolli
Este painel foi o mais provocador do evento. Em uma época de mercados acirrados e economias voláteis, a corrida pelo uso indiscriminado de IA está gerando consequências desastrosas em algumas organizações.
O que as empresas que falham têm em comum? Começam pela ferramenta, não pelo problema. Compram tecnologia antes de definir o objetivo. Escalam antes de validar.
E as que prosperam? Têm clareza de propósito. Sabem dizer não ao modismo. Entendem que IA é meio, não fim.
O framework apresentado — Objetivo → Cliente → Modelo de Negócio → Capacidade → Trade-offs — é um roteiro para qualquer líder que quer adotar IA sem cair na armadilha do hype.
A provocação que ficou: "Antes de acelerar, precisamos saber para onde ir."
O que isso significa para nós: Na Ascendra, sempre defendemos que tecnologia sem propósito é desperdício. Esse painel validou uma convicção que carregamos há 7 anos: a pergunta certa não é "qual IA vamos usar?", mas "qual problema vamos resolver?".
5. Inovação não tem fronteira entre público e privado
Sessão: Brusque+Digital: Uma Nova Forma de Fazer Gestão Pública — Matheus Oliveira (Diretor-geral de Gestão Estratégica, Prefeitura de Brusque)
O Brusque+Digital é o programa guarda-chuva da Prefeitura de Brusque voltado à transformação digital e à modernização dos serviços públicos. Sua atuação integra tecnologia, inovação, melhoria de processos e qualificação do atendimento ao cidadão.
Mas o que mais chamou atenção foi a ordem das prioridades: gestão e método vêm antes da tecnologia. O programa não começou digitalizando serviços — começou redesenhando a forma como a gestão pública entrega valor à população.
Redução de burocracia, aumento da eficiência administrativa e melhoria da experiência do cidadão — tudo sustentado por uma cultura permanente de inovação e governança.
O que isso significa para nós: Para quem, como nós, leva tecnologia a secretarias e redes de ensino com o SIGE+, isso não é inspiração — é validação. O setor público pode e deve inovar, e a Ascendra está nessa jornada junto.
Também entrou no caderno
Além dos 5 aprendizados principais, outras sessões merecem destaque:
- "Do hype à execução" (Aline Catellan, Globo) — Case real de como a diretoria de Finanças Corporativas da Globo saiu da ideia para um portfólio estruturado de iniciativas de IA, com framework de priorização e governança.
- "IA na Prática: Estratégia em Grandes Empresas" (Rodrigo Assad, Claro) — Como a IA se materializa em escala na Claro: da priorização de iniciativas aos impactos concretos em eficiência operacional, receita e experiência do cliente.
- "Da Estratégia às Releases de Produto" (Ricardo Zanchetta, Banrisul) — Gestão unificada de projetos de negócio e TI em um único fluxo estruturado, do portfólio à entrega, com rastreabilidade completa entre o problema de negócio e a entrega final.
- "Do PMO para o VMO 2.0" (Fabio Cruz, Hiflex Group) — A evolução do escritório de projetos para uma governança orientada a resultados mensuráveis. A provocação: pare de começar projetos e comece a entregar valor.
O que trouxemos na bagagem
Não voltamos do Agile Trends com ideias novas — voltamos com a confirmação de que o caminho é esse, e com pressa para andar mais rápido nele.
IA com propósito. Automação que liberta. Dado que vira decisão. Tecnologia que tira a burocracia do caminho.
É isso que a Ascendra faz há 7 anos. E é isso que vamos continuar fazendo — com ainda mais convicção.
Quer saber como a Ascendra pode ajudar sua operação? Fale com a gente.